terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Rapto de Isabelle - Parte IV





Enquanto isso, não muito longe dali...

__Jasper, quero que vá a cidade e compre o que vamos precisar.
__Milorde não irá mais?
__Preciso vigiar a nossa hóspede.
__Mas ela está no navio. Horácio e os rapazes estão lá.
__Não confio naquela lady, e Horácio pode ser enganado até por uma criancinha. Vamos. Ande. Ficarei aqui vigiando. Se ela tentar fugir, eu a deterei.


De volta ao navio...

Isabelle se esgueirava pelas paredes e sombras. Seria assim que se sentia um espião? Sair da cabine foi muito fácil, afinal a porta não estava trancada. Aparentemente, o conde esquecera deste pequeno e valioso detalhe. Passar pela tripulação seria mais complicado. Pelo menos, os corredores estavam desertos e a escuridão do anoitecer a ajudaria.
Estava quase no convés, escondida atrás de alguns barris... só precisava chegar ao ponto de desembarque... Estava quase lá... quase lá... quase...
__Milady!
__Ai! Pilou assustada.
__Perdão,  milady. Não queria assustá-la.
__Sr. Horácio. Me assustou mesmo.
__O que faz aqui?
__Lorde Sebastian falou que poderia andar por onde quisesse.
__Ah, sim. Ele falou mesmo... mas sem acompanhante?
__Bom, estou com o senhora agora, não estou?
__Sim, mas...
__Além do mais senhor Horácio, não posso ficar presa lá embaixo o tempo todo, verdade?
__Verdade, milady. Mas está um pouco frio aqui, milady não tem um agasalho.
__Sim! Mas que cabeça a minha! Poderia, por favor ir a cabine buscar para mim, senhor, Horácio?
__Milady não vai tentar fugir, não é mesmo? _ perguntou estreitando os olhos.
__E para onde eu poderia ir? Não conheço a França e está escurecendo. Seria loucura me expor desse jeito.
__Milady é uma dama sensata! Não é como milorde diz.
__Ah é? E o que o lorde diz, senhor Horácio?
__Que milady é “ uma mulher difícil”. Ah... acho que eu não devia lhe contar isso. _ refletiu coçando a cabeça.
__Não tem problema. Agora, poderia ir buscar  meu agasalho?
__Estou indo milady.
Isabelle olhava Horácio se afastar assoviando. Era agora ou nunca. Arregaçou as saias e disparou     na carreira para fora do navio, e continuou correndo para a sua liberdade!!!
Como ela falara com Horácio, seria loucura se expor, mas loucura maior seria seguir viagem com eles.
Perto dali, Sebastian observava a desmiolada lady correndo para fora da segurança do navio para a escuridão... Era louca! Não pensava que poderia ser atacada? Algum malfeitor poderia capturá-la e abusar dela...
De repente, Sebastian soltou um rosnado ao imaginar qualquer outro homem tocando naquela impertinente. Ela era dele, afinal. Bom, sua refém... hóspede... o que fosse, mas era Dele!
E pôs-se a correr atrás dela para evitar que aquela doidivanas se envolvesse em alguma confusão.

Isabelle corria como louca, pois disso dependia sua vida. Precisava se afastar o máximo que pudesse dali para tentar voltar para casa. Tinha de fugir para bem longe antes que o conde desse por sua falta. Suas pernas doíam pelo esforço, correndo sem olhar para trás... até que percebeu alguém correndo atrás de si.
“Oh céus! Malfeitores!”
“Oh, Senhor, não permita que me capturem!”
Suas preces, porém não foram atendidas. Instantes depois, os braços fortes de Sebastian a enlaçaram pela cintura, e desequilibrados ambos foram parar no chão. 
Caindo por cima, Isabelle começou a bater no peito largo, na esperança de que ele a soltasse, mas seus esforços foram inúteis. Ele lhe apertou com tanta força que simplesmente lhe privou de todo e qualquer movimento. Percebendo que seria  perda de tempo e energia tentar lutar contra um homem tão forte, ela parou de se debater e encarou aqueles olhos poderosos. Olhos que a zanga agora faziam cinzentos e frios. Isabelle sentiu medo da reação dele.
Para seu alivio, ele a largou e se pos de pé. E então, sem lhe dar tempo para nova fuga, ergue-a do chão com espantosa facilidade e a colocou sobre o ombro.
__Me solte! Seu... seu... seu bruto!
__Não quero mais brincar de correr atrás de você minha cara lady.
Chegando ao navio....
__Chefe, graças a Deus!  Disse Horácio nervoso.__ Vejo que recuperou a dama.
__se prestasse mais atenção em nossa hóspede, não precisaria recuperá-la__ berrou.
__Senhor Horácio, faça-o ver que precisa  me deixar ir.
__Horácio não tem influencia sobre mim, milady. E se sabe o que é melhor para si,  não tentará fazer outra bobagem como esta.
Sebastian dirigiu-se a cabine e colocou Isabelle no chão.
__Ficou louca? Sabe dos perigos que existe lá fora e a que se expôs? Berrava sem parar.
__E quer dizer que estou mais segura aqui?
__Sim!! Aqui ninguém lhe fará mal, sua tola!E lá fora não tem que lhe proteja!
__Não preciso de proteção. Preciso de minha liberdade. E não quero conversar com milorde!!! Portanto, deixe-me  a sós!
__Essa é minha cabine! __ retrucou Sebastian a beira do descontrole.
__Não é mais. Já que serei mantida  nesse navio contra a minha vontade, agora ela é minha. E sugiro que milorde vá se ocupar de seus afazeres, enquanto brinca de ser capitão de navio!
__Está me desafiando, mulher... __ Avisou Sebastian, olhando-a de modo perigoso.
__vamos, vamos... não quero mais conversar com você!__ Vá brincar de pirata!! __ ela falou empurrando-o para fora da cabine e fechando a porta em  sua cara!
Quando Sebastian recuperou-se da surpresa e tentou entrar para esclarecer algumas coisinhas, viu que ela trancara a porta.
Que audácia! Como ousava? Ninguém,  ninguém dizia a Sebastian Di Romanzi, conde Di Passions aonde ir e o que fazer!!
Enfurecido, foi até a sala de ferramentas e voltou dela com um machado. Sem hesitar, derrubou a porta com apenas algumas machadadas.
Isabelle havia tirado o vestido sujo e trajava apenas uma fina combinação, quando horrorizada viu a porta vir abaixo.
__Nunca mais coloque uma porta entre nós!__ bradou ele num tom enfurecido.
Isabelle arregalou os olhos diante daquele homem enorme e enfurecido, segurando um machado nas mãos, e lembrou-se que estava quase nua diante dele. Tentou correr para a cama para se cobrir com a colcha, mas ele foi mais rápido. Jogando o machado no chão, prendeu Isabelle entre a parede e seu corpo enorme.
__O que... o que...?/
__Não faça mais isso, milady!__ disse ele olhando para seus lábios.
__Eu...
Mas ele não deixou Isabelle terminar o que ia dizer. Sebastian tomou seus lábios num beijo simplesmente irresistível. Isabelle sentiu a cabeça girar, enquanto ele lhe explorava os recônditos de sua boca. O beijo era bom, muito bom e Isabelle só desejava ficar cada vez mais colada a ele. As caricias dele tornaram-se ousadas, e longe de envergonhar-se, Isabelle desejava que ele não parasse. Ele lhe acariciava os braços, as costas, o pescoço, enquanto a encantava com seu beijo. Ela estava num transe tão profundo  e misterioso que a única coisa que pensava era: ”Não pare. Não pare!”
__Não! __ protestou ela quando ele se afastou
__Não o quê? __ perguntou ele ofegante e Isabelle percebeu que o mesmo ocorria com ela.
Ele Voltou a beijá-la, mas dessa vez de leve, suavemente, deixando Isabelle querendo mais. Então, ele encerrou o beijo.
__Acho que o controle fugiu de nossas mãos__ disse ele alterado, encostando a testa na dela. __E falando em mãos...
__Sim...?
__Acho que deveria retirar as suas.
__O que?
__Suas mãos__ ele disse, com voz rouca.
Demorou alguns segundos para Isabelle captar o que ele queria dizer, e o rosto dela parecia queimar de tanta vergonha. Estava tão enlevada no beijo que não percebeu que pos as mãos nas nádegas dele e apertava.
Ela não conseguia encará-lo!
__Vista-se milady. Seu jantar logo será servido.
__Aonde você vai?
__Vou me embebedar.

O Rapto de Isabelle - Parte III



Aquela inocente lady ia matá-lo!
Era um homem fogoso, mas há muito que não compartilhava a cama de uma mulher. Estava tão certo do casamento com a Carolyn que se auto impôs uma vida celibatária. E agora a tentação estava ali em sua cabine! De fato, desde que tirara o capuz dela, mal pensava em Carolyn. Lady Isabelle era um perigo para sua paz de espírito!!

Aquele lorde era um tanto lunático, pensou Isabelle.  Estavam conversando, e puf!!! Ele meio que desligava e ficava ali paradão, olhando para ela com uma expressão selvagem, como se quisesse saltar em cima dela!
Se bem que... se ele saltasse.. será que ela resistiria?

Os dias que se seguiram não foram muito diferentes. Sempre estavam entrando em atrito e Sebastian beirava o descontrole. Descobriu-se cada vez mais desejando aquela lady irritante e isto não era nada bom.
Até que um dia....
__Boa tarde milady.
__O que quer agora? _perguntou altiva.
__Iremos fazer uma breve parada num porto menos movimentado para comprar mantimentos. Pensei em verificar se deseja algo de lá.
__Ora, mas que luxo!! Quanta consideração!! __Começou ela destilando eu sarcasmo.__Uma prisioneira com regalias.
__Já. Disse. Que. Não. È. Prisioneira! __ retrucou Seb entre dentes.
__Como não?
__Ora milady, vai querer alguma coisa ou não?
__Já falei o que quero: que me leve para casa!
__Oh, Dio!! Voltamos a este assunto novamente? Já lhe expliquei: não podemos voltar!
__Não pode ou não quer?
__Pare de me irritar, sim? E comporte-se!! Em breve estarei de volta!


Isabelle andava de um lado para o outro pensando em uma forma de escapar daquela situação. Se ele não estava no navio, talvez pudesse escapar. Será? Não custava nada tentar. Mas precisava esperar um pouco mais, para que eles se afastassem bastante e não pudessem vê-la em sua fuga. Passar por aqueles capangas molóides seria muito fácil.


O Rapto de Isabelle - Parte II




Isabelle acordou sentindo a cabeça pesada... Sentia uma sensação estranha como se estivesse oscilando. Seria possível que se embriagara na festa de casamento? Mas não se lembrava de ter chegado lá. Tudo estava muito nebuloso... Havia retornado a igreja para pegar o leque e depois de atravessar um beco escuro não se lembrava de mais nada.
Sentindo que era observada, sentou-se na cama  e ficou estupefata... Ali bem na sua frente estava um...um... bem, se um deus grego existisse seria como aquele homem parado a sua frente.
Deixando o olhar percorre de cima a baixo pelo corpo escultural, não pode deixar de notar aquelas pernas musculosas moldadas pelas calças escandalosamente apertadas. Aqueles cabelos um pouco mais compridos do que ditava a moda e a boca... Uma boca muito sensual. E havia os olhos...olhos que emanavam um brilho perigoso... Ai como queria ser acordada e se perder naquele olhar. Certamente estava sonhando. Piscou os olhos e sacudiu a cabeça. Mas ele continuava ali.
__Vejo que acordou milady.
“Nooooooosssa que voz sensual”, pensou Isabelle, enquanto sentia-se arrepiar todinha. “Parece uma caricia aveludada.”
__Bom, suponho que sim. E poderia me dizer quem é o senhor?
__Sou Sebastian Di Romanzi, Conde de Passions.

“Sim”, pensou Isabelle. “Di Romanzi... Romanzis ardentes sob o sol do deserto, paixões escaldantes e escandalosas.”
De repente, saindo do devaneio estremeceu. “Céus, onde estava coma  cabeça para pensar tais coisas? Bom, certamente que aquele corpo sensual a sua frente nada tinha a ver com isso”

__E milady, quem é?
__Sou lady Isabelle Rivenhall D’Bochelli.
“Isabele”, pensou Sebastian. “Bella. Certamente muito bella”
__Milorde se importaria de esclarecer o que faz em meus aposentos? Creio que concordará comigo que é algo muito escandaloso de sua parte.

__Não estou em seus aposentos. Esta é uma cabine do “Piú Bella Cosa”.
__Quem?
__Não quem; mas o que. Piú Bella cosa é um navio.
__ È um nome estranho.
__Significa “coisa mais bela”, em minha língua materna.
“Oh céus, aquela era hora dele falar em língua? Não estava interessada na língua materna dele, e sim na língua interna dele em sua boca...”
__O-o que disse mesmo?

__Estamos em meu navio, navegando para a França.
__França? __gritou Isabelle, erguendo-se da cama. __Desculpe mas não pretendo viajar nesse navio com milorde.
__E o que pretende fazer para me impedir?
__Gritar?__ retrucou ela.
O riso de Sebastian deixou Isabelle mais uma vez arrepiada. Ele ficava lindo quando sorria.
__Não adianta gritar, milady. Ninguém a socorrerá por aqui. Este navio é meu, lembra-se?
__Por que me trouxe aqui?
__Pode não acreditar, mas tudo não passou de um mal-entendido. Quem deveria estar aqui era lady Carolyn Fouché e não milady. Mas meus homens acabaram por confundi-la com ela.
“Oh que afronta!!!”, pensou Isabelle. Confundiram-na com aquela lambisgóia de nariz arrebitado. Hunf!
__Quero que me leve de volta! Agora.
__Não podemos voltar. Pelo menos por enquanto...
__Mas... mas isso é um desatino! Olhe eu não conto a ninguém que me raptou, se me deixar ir embora.
__Infelizmente isso não é possível milady. Olhe devo me ausentar e providenciar algo para milady comer, sim? __ falou o belo conde e saiu deixando Isabelle com seus pensamentos turbulentos.

Não! Não! Não! Não!! Aquilo não era real.
Não podia ser real. Estava indo para a festa de casamento de sua amiga. Não podia estar num navio rumo a França, com aquele pedaço de mau caminho que era seu raptor.
Estava bêbada! Era isso! Certamente lorde Adoulfos estava ao seu lado e ela bebeu taças e mais taças de champanhe e se embriagou. E agora estava tendo aquele louco devaneio com aquele deus grego, que na verdade era italiano, e muito sexy e queria...  Oh, céus, queria como a Dannielle fazer estudos minuciosos e testes práticos com ele. Queria estudar línguas com ele...bem,   na verdade seria um estudo bilateral e biológico.
Estava perdida! Aquele projeto sensual de pirata iria ser sua perdição!

Enquanto isso, não muito longe dali...
Bem, não havia como impor distancia em um navio, não?
Sebastian andava de um lado para o outro no convés do navio. E pelo jeito iria fazer um buraco no piso!
Dio mio!! Que bela mulher!! E agora? O que faria? Não poderia voltar para Inglaterra e devolve-la! A uma altura dessas todos já deveriam estar a procura dela. E o pior! Comprometera a reputação de uma lady ao seqüestrá-la e viajar com ela numa carruagem e agora num navio.
E aquela mulher mexia com ele... muito mais do que ele gostaria. Aquela mulher era perigosa e deveria ficar longe dela. Mas o navio não era tão grande assim! Estava em maus lençóis.
Depois de quase furar o piso do navio, dirigiu-se a cozinha para providenciar algo para a lady.


Tempos depois, Seb retornou a cabine trazendo uma refeição para Isabelle. Ela levantou-se da cama imediatamente ao vê-lo entrar.
Andara sem parar numa tentativa frustrada de exploração do aposento em que se encontrava presa a contra gosto.
__Exijo que me leve de volta!
__Milady, sinto muito, mas não poso fazer isso.
__Como não? Nem mesmo sou a pessoa que queria raptar!! Deixe-me no porto mais próximo e voltarei sozinha.
__Não posso abandoná-la num porto qualquer. È uma mulher indefesa e delicada!! Não seria cavalheiresco!
__Seu senso de cavalheirismo é um tanto distorcido, não?
__Olhe..._ Seb respirou fundo, pois já estava começando a se aborrecer.__È uma mulher! E não pode viajar sozinha de volta para a Inglaterra!!
__Mas posso viajar consigo e seus homens para a França?
__Por Deus, mulher!! Quer parar de contestar tudo o que digo? Sou o capitão aqui e... Faço o que quero! Eu dou as ordens!
__Mas não manda em mim!! Ouviu bem? __Isabelle aumentou o tom.__Não vou ficar aqui sentada enquanto sou raptada e aprisionada.
__Não é uma prisioneira milady. Pode ir aonde quiser no navio, desde que não vá sem a devida companhia! Tenho uma tripulação exclusivamente masculina, portanto....
__Está dizendo que serei violada? __Isabelle interrompeu Seb com olhos arregalados. _È isso?
__Não! __Sebastian sentia vontade de puxar os cabelos! Aquela mulher iria enlouquecê-lo e deixá-lo careca!__Claro que não! Ninguém aqui lhe fará mal. Apenas não deve perambular por ai sozinha.
__Eu não perambulo, milorde. Sou uma lady. Ladies não perambulam. Elas caminham graciosamente.
__Que seja. Olha aqui tem algo pra comer. Se me der licença, tenho algumas coisas a fazer.
__E eu?
__O que tem?
__O que farei?
__Ah, as coisas que vocês mulheres sempre fazem!
__Como o quê? Compras? Visitas? Ir ao parque cavalgar? Em um navio? Como realizo essa proeza milorde?
__Olhe milady... Isabelle. Posso chamá-la de Isabelle?
__Não vejo porque não, já que sou sua prisioneira!
__Prisioneira não. Hóspede! È uma hóspede!! E muito encrenqueira, diga-se de passagem.
__Encrenqueira? Eu? Saiba que sou uma dama bem nascida e...
__Olhe!! Chega!! Não quero brigar com você!
__Não? E o que quer fazer?
Céus, ela precisava perguntar isso?
“Quero fazer amor com você, bella”, pensou Seb. Mas é claro, não iria verbalizar aquilo. Iria escandalizar a lady.
__Olha... milady... Isabelle, vou voltar para meus afazeres. Se quiser alguma coisa...
__Na verdade quero!__ Isabelle apressou-se em dizer antes que aquele pirata ranzinza fosse embora.
__Sim?
__Preciso tomar um banho. Sinto como se toda a sujeira do Tamisa  estivesse grudada em mim.
Sebastian  foi assaltado por imagens de Isabelle nua e molhada com a água do banho... pequenas gotículas deslizando pelo corpo voluptuoso, e sentiu uma ardência incomoda na virilha. Estava abobalhado, fitando a bela lady enquanto sua excitação crescia vertiginosamente, aumentando seu desconforto naquelas calças apertadas.
Será que os alfaiates não pensavam que um homem uma hora ou outra poderia ficar excitado e aquelas calças eram como a capa insignificante para um instrumento de atentado ao pudor?
Nunca conseguiria esconder o tamanho de sua... bem, sua animação com aquela roupa colada.  Melhor bater em retirada. Apressou-se para a porta.

__Milorde?
__Sim?_ ele respondeu enquanto alcançava o trinco da porta e sem se virar.
__E o meu banho?
__Vou providenciar.